O Futuro é a Velhice
A vida passa depressa, mais depressa do que estamos dispostos a admitir quando ainda somos jovens. Por isso, é preciso preparo para o que inevitavelmente nos aguarda ao final do caminho. Acreditar que permaneceremos os mesmos ao longo dos anos é uma ilusão confortável, porém perigosa. O tempo não preserva: transforma. A juventude, com sua força abundante e energia quase insolente, não é um estado permanente. O corpo cede, a mente amadurece, e os limites, antes ignorados, tornam-se evidentes. Reconhecer essa transição não é sinal de fraqueza, mas de lucidez. Ainda assim, muitos resistem. Há quem, aos sessenta ou setenta anos, continue a se enxergar com os olhos dos vinte, insistindo em desafiar o próprio corpo, como se negar o tempo fosse uma forma de vencê-lo. Essa recusa em aceitar a própria condição cobra um preço alto. Quantas vidas já se perderam na tentativa de repetir feitos que pertencem a outra fase da existência? Montanhas escaladas por vaidade, velocidades man...