As Mulheres que Vigiaram o Inferno Nazista
Durante o regime nazista, uma faceta menos explorada da história do Holocausto é o papel das mulheres que atuaram como guardas nos campos de concentração. Conhecidas como Aufseherinnen (supervisoras ou vigilantes), elas integravam o sistema de controle e repressão, supervisionando prisioneiras em diversas instalações. Estima-se que cerca de 3.500 mulheres tenham servido como guardas ao longo da guerra — um número significativo, ainda que pequeno em comparação aos cerca de 50 mil guardas totais do sistema concentracionário. A maioria começou sua trajetória em Ravensbrück, o principal campo de concentração para mulheres, inaugurado em 1939 perto de Berlim. Lá, elas recebiam treinamento básico, aprendiam as rotinas do campo e absorviam a disciplina impiedosa da SS. A partir de 1942, com a expansão da máquina de extermínio, as primeiras Aufseherinnen foram transferidas para outros locais, como Auschwitz e Majdanek. Muitas chegavam diretamente de Ravensbrück, trazendo consigo a experi...