Giordano Bruno: Uma mente além de seu tempo
No dia 17 de fevereiro de 1600, uma multidão reuniu-se na praça Campo de’ Fiori, em Roma, para testemunhar um dos episódios mais dramáticos da história do pensamento ocidental. Ali, sob ordem da Inquisição Romana, morria nas chamas Giordano Bruno — filósofo, matemático, astrônomo, poeta e frade dominicano italiano. Seu “crime” não foi um ato violento ou conspiratório, mas a defesa obstinada de ideias que desafiavam os limites intelectuais e religiosos de sua época. Sua execução não apagou sua voz. Pelo contrário, transformou Bruno em um dos símbolos mais duradouros da liberdade de pensamento e da coragem intelectual diante da intolerância. Uma mente além de seu tempo Nascido em 1548, na cidade de Nola, próxima a Nápoles, Filippo Bruno adotou o nome Giordano ao ingressar na Ordem Dominicana. Desde cedo revelou inteligência incomum e curiosidade insaciável. Estudioso de filosofia, teologia, matemática e astronomia, logo demonstrou desconforto diante de verdades consideradas absolut...