O distanciamento social como vingança e controle
Nos dias da pandemia de COVID-19. Cientistas e autoridades já não disfarçam o desejo de impor uma coerção mais dura contra quem questiona ou descumpre as regras de distanciamento social. Essa postura revela algo mais profundo do que uma simples medida sanitária. Ao longo da história, projetos políticos revolucionários ou totalitários sempre miraram, em primeiro lugar, na dissolução dos laços mais próximos do ser humano: a família e, em seguida, as comunidades tradicionais que dão sentido e proteção à vida individual. A estratégia consiste em enfraquecer essas mediações naturais, substituindo-as pelo Estado — ou pelo partido que o controla — como único intermediário possível nas relações sociais. Sem família forte, sem vizinhos unidos, sem associações livres, o indivíduo fica exposto, dependente e mais fácil de ser moldado. Adolf Hitler compreendeu e aplicou essa lógica com frieza calculada. O sociólogo Karl Mannheim, exilado da Alemanha nazista, analisou isso com...