Você já olhou nos olhos de alguém e, por um segundo eterno, sentiu que enxergava tudo? Como se ali, naquele instante suspenso, estivessem condensadas histórias que nunca vivemos juntos, promessas que ainda não foram ditas em voz alta e um reconhecimento antigo, mais antigo que as palavras, mais antigo que está vida. Há encontros que não pedem explicação. Eles simplesmente acontecem. Um cruzar de olhares no meio da multidão barulhenta, um silêncio que cai pesado entre duas pessoas sentadas lado a lado no metrô, um sorriso tímido trocado na fila do café em uma manhã qualquer. E, de repente, o mundo inteiro se cala. Naquele olhar cabe um pedaço da sua alma, um fragmento que, sem você perceber, você passou a vida procurando, como quem procura a nota que falta em uma melodia antiga. Quando esse momento chegar, vá inteiro. Vá sem reservas, sem as armaduras que você construiu com os cacos das decepções passadas, sem o medo que sussurra “e se der errado de novo?”. Porque certos ...
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