Everest: a Zona da Morte e a história de “Botas Verdes”
“Por quase 20 anos, todos os alpinistas passaram por cima de suas pernas na escalada do Everest." Resgatar alpinistas com vida acima dos 8.000 metros no Monte Everest é uma missão extremamente arriscada — muitas vezes, impossível. Recuperar os corpos daqueles que perecem nessas altitudes, então, é ainda mais improvável. O frio intenso, a baixa pressão e o terreno hostil transformam a montanha em um lugar onde o tempo parece parar. Por isso, muitos montanhistas permanecem onde caíram, preservados pelo gelo como silenciosos testemunhos dos perigos extremos da escalada. Entre eles, um dos casos mais emblemáticos é o de Tsewang Paljor, eternizado pelo apelido “Botas Verdes”. Durante quase duas décadas, seu corpo — reconhecido pelas botas verde-neon — permaneceu visível em uma pequena cavidade rochosa na rota nordeste rumo ao cume. Quem passava por ali, já próximo do topo, inevitavelmente se deparava com aquela cena impactante. Era um encontro desconcertante com a realidade crua da mon...