O acidente ferroviário de Piquet Carneiro
O acidente ferroviário de Piquet Carneiro - também
conhecido como Descarrilamento de Piquet Carneiro - foi uma das maiores
tragédias da história ferroviária do Ceará e do Brasil.
Ele ocorreu em 17 de dezembro de 1951,
próximo à estação da cidade de Piquet Carneiro, no interior do estado do Ceará,
nordeste brasileiro. O trem em questão era o PR-2 (ou similar), um comboio de
passageiros operado pela Rede de Viação Cearense, que partiu de Crato no dia
anterior - 16 de dezembro -, com destino a Fortaleza.
Ele fez uma parada noturna em Iguatu e saiu
de lá por volta das 5h da manhã do dia 17. O descarrilamento aconteceu pouco
depois, por volta das 6h10min, devido a velocidade excessiva em uma curva - próximo
ao km 322 da linha -, o que causou o tombamento dos vagões.
O saldo oficial mais citado em fontes como a
Wikipédia em português é de 53 mortos e centenas de feridos, embora muitas
reportagens locais, jornais da época e comemorações posteriores - como as de 70
anos em 2021 - mencionem cerca de 100 mortos ou até "mais de cem".
Essa discrepância provavelmente vem de
contagens iniciais incompletas, vítimas que faleceram depois ou relatos
populares. Algumas fontes indicam que três dias após o acidente o número
confirmado era de 56 mortos, mas o total final variou conforme as atualizações.
As condições do resgate foram dramáticas:
muitos passageiros ficaram presos nos destroços retorcidos. A equipe médica
local era insuficiente e mal equipada, o que levou ao uso improvisado de serras
de carpinteiro para amputações de membros sem anestesia adequada, a fim de
libertar as vítimas presas.
Imagens históricas - como fotos aéreas
publicadas na imprensa da época - mostram a extensão do caos, com vagões
virados e espalhados. Um monumento em homenagem às vítimas foi erguido no local
do acidente pela igreja local, com apoio da prefeitura municipal.
Ele foi restaurado em 2009, e a cidade ocasionalmente realiza homenagens, como missas ou eventos em datas comemorativas - nos 70 anos, em 2021.Esse desastre é considerado o maior acidente ferroviário da história do Ceará e um dos mais graves do Brasil na época das ferrovias a diesel.

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