O que é a vida?
Dostoiévski: Um subterrâneo onde o homem se
debate com Deus e consigo mesmo. Sócrates: Um longo exame que só termina com a
morte. Aristóteles: A busca da felicidade através da virtude e da contemplação.
Nietzsche: Um eterno retorno onde só os fortes dizem “sim” a tudo.
Freud: Um campo de batalha entre Eros e
Tânatos. Schopenhauer: Um negócio que não cobre os custos. Kafka: Um processo
sem crime e sem sentença. Camus: Um absurdo que devemos amar mesmo assim.
Sartre: Uma liberdade condenada a inventar-se
a cada instante. Epicuro: Um jardim tranquilo se soubermos limitar os desejos. Buda:
Um rio de sofrimento que cessa quando cessamos o apego.
Lao-Tsé: Um mistério que se revela quando
paramos de nomear. Clarice Lispector: Um olhar que de repente nasce dentro de
nós. Drummond: Pedra no meio do caminho, mas também um dia de sol. Vinicius:
Tristeza que não tem fim, felicidade que é brasileira e passageira.
Pessoa (Álvaro de Campos): Uma intensa fadiga
de viver. Gandhi: Verdade em movimento. Picasso: Lavar os olhos todos os dias
para ver o mundo novo. Einstein: Uma dança de energia que finge ser matéria.
Hawking: Uma breve faísca de consciência no
vasto escuro cósmico. Steve Jobs: Fazer um amassado no universo. Bob Dylan: Uma
piada muito lenta. Tarkovsky: Um espelho onde tentamos enxergar a eternidade. Rilke:
Viver as perguntas agora.
Neruda: Tão curta o amor, e tão longo o
esquecimento. Adélia Prado: Um ovo na mão de Deus, quente e assustado. Manoel
de Barros: Desimportância que faz a gente grande. Lya Luft: Um sopro que a
gente tenta fazer durar.
Matrix (Morpheus): Um sistema de controle que
você pode dobrar se acreditar.
Um cachorro olhando o dono: Lambidas, comida e você aqui. Isso basta.
Uma criança de cinco anos: Brincar até escurecer. Um velho de noventa:
Continuar respirando e lembrar dos nomes.
E para você o que é a vida hoje, agora, neste
exato segundo em que o coração bate e os olhos leem estas palavras?
Fala. Eu escuto.
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